Minha sala de Coordenação

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Neste ano de 2012, após um ano longe dos alunos de São Lourenço da Serra que amo de coração, assim como os meus amados alunos do E. E. Isabel "a Redentora" e E. E. Asa Branca da Serra, de Itapecerica da Serra, a sala da qual fiquei responsável como Professor Coordenador na Escola Estadual Marianinha de Queiroz é o 2º Ano B (Ensino Médio).
Uma sala que nos primeiros dias de aula já apontavam como os alunos mais conturbados da Escola, devido as suas diferenças - em vários aspectos.
Porém, aos poucos, através de uma conscientização e até mesmo uma conversa franca, hoje, eles já estão sendo colocados como uma das 3 melhores salas da Escola do período da manhã e
NÓS - pois eu faço parte disso - nos tornamos uma verdadeira Família.

Como já disse, tenho um carinho incomensurável por todos os meus alunos, porém o 2ºB cada dia me surpreende e também a alguns outros professores, como o Professor Ricardo de Física.

Como vocês dizem "É NÓIS!"



2º B, Obrigado!!!
PROFESSOR CLAUDIO - HISTÓRIA

Interações culturais.... 2ºs Anos Ensino Médio / Vídeos

terça-feira, 10 de abril de 2012

INTERAÇÕES CULTURAIS: EUROPEUS E POVOS ASIÁTICOS, AFRICANOS E "AMERICANOS".


Os contatos com de europeus com outros povos foram de tudo menos pacífico.

Deve-se levar em conta que a associação desses "encontros" trata-se do período da Navegações Marítimas , Descobrimentos e à expansão e exploração colonial de Reinos como a Espanha (que acabara de expulsar os Mouros da Península Ibérica durante a Reconquista e a União dos Reis Católicos -1492) e Portugal, procurando rotas alternativas para o Oriente, navegando em torno da costa africana devido o impasse comercial causado pelos Turcos Otomanos que conquistaram Constantinopla em 1453, "fechando" o Mar Mediterrâneo, e também, posteriormente, a Inglaterra.

Nesse contexto, estava ligado a ideia eurocêntrica/Cristã, que se tratava de levar a civilização à povos não-europeus, como os Africanos e Asiático. Por outro lado, a colonização européia das Américas mudou radicalmente as vidas e culturas dos nativos americanos. Entre os séculos XV e XIX, estes povos viram as suas populações devastadas pelas privações da perda das suas terras e animais, por doenças e, em muitos casos por guerra. O primeiro grupo de nativos americanos encontrado por Cristóvão Colombo, estimado em 250 mil aruaques do Haiti, foram violentamente escravizados e apenas 500 tinham sobrevivido no ano 1550; o grupo foi extinto antes de 1650.

No século XV, os espanhóis e outros europeus trouxeram cavalos para as Américas e alguns destes animais escaparam e começaram a reproduzir-se livremente. Ironicamente, o cavalo tinha originalmente evoluído nas Americas, mas extinguiu-se na última idade do gelo. A re-introdução do cavalo teve um profundo impacto nos nativos americanos das Grandes Planícies da América do Norte, permitindo-lhes expandir os seus territórios, trocar produtos com tribos vizinhas e caçar com mais eficiência.

Os europeus também trouxeram com eles doenças contra as quais os nativos americanos não tinham imunidade, tais como a varicela e a varíola que, muitas vezes são fatais para estas pessoas. É difícil estimar a percentagem de nativos americanos mortos por estas doenças, mas alguns historiadores estimam que cerca de 80% da população de algumas tribos foi extinta pelas doenças européias.


No período da expansão marítima européia, os portugueses tentavam contornar a costa africana para chegar nas Índias em busca de especiarias. O pioneirismo português, já no final do século XIV, foi resultado de Portugal estar com suas fronteiras estabelecidas e ter um poder estatal em processo de centralização, possibilitando o incentivo, por parte do governo, à expansão ultramarina. Muitas áreas da costa africana foram conquistadas e o comércio europeu foi estendido para essas áreas. Na África existiam muitas tribos primitivas,segundo a visão etnocentrista européia, que viviam em contato com a natureza e não tinham tecnologia avançada. Haviam guerras entre tribos diferentes, a tribo derrotada na guerra se tornava escrava da tribo vencedora.

O encontro do homem europeu com o africano causou muito espanto e admiração em ambos. Do lado europeu este achava que o preto do negro poderia ser lavado e ate o fizeram. Também os europeus notaram que a falta de um sistema de governo tal como conheciam os tornaram sem civilidade, o que justificava a agressão que sofreram durante séculos. Com a colonização da África, os europeus chegaram com suas frotas e seus armamentos. O africano colonizado nunca havia visto nada igual. E o europeu revelou seu lado cruel e com isso surgiram rebeliões, porém não como o europeu conhecia; pois eles próprios acabavam por temer as atitudes dos negros e com isso acabou por separar as tribos capturadas, para que isso não ocorresse. Seus dialetos diferentes dificultavam qualquer forma de motins. Houve toda uma estrutura para o rapto dos africanos e, conseqüentemente, para mantê-los no cativeiro subordinados a vontade de poucos.












SUSTENTABILIDADE

Conceito de sustentabilidade


Sustentabilidade é um termo usado para definir ações e atividades humanas que visam suprir as necessidades atuais dos seres humanos, sem comprometer o futuro das próximas gerações. Ou seja, assustentabilidade está diretamente relacionada ao desenvolvimento econômico e material sem agredir o meio


- Preservação total de áreas verdes não destinadas a exploração econômica.
ambiente, usando os recursos naturais de forma inteligente para que eles se mantenham no futuro. Seguindo estes parâmetros, a humanidade pode garantir o desenvolvimento sustentável.

Ações relacionadas a sustentabilidade



- Exploração dos recursos vegetais de florestas e matas de forma controlada, garantindo o replantio sempre que necessário.

- Ações que visem o incentivo a produção e consumo de alimentos orgânicos, pois estes não agridem a natureza além de serem benéficos à saúde dos seres humanos;

- Exploração dos recursos minerais (petróleo, carvão, minérios) de forma controlada, racionalizada e com planejamento.

- Uso de fontes de energia limpas e renováveis (eólica, geotérmica e hidráulica) para diminuir o consumo de combustíveis fósseis. Esta ação, além de preservar as reservas de recursos minerais, visa diminuir a poluição do ar.

- Criação de atitudes pessoais e empresarias voltadas para a reciclagem de resíduos sólidos. Esta ação além de gerar renda e diminuir a quantidade de lixo no solo, possibilita a diminuição da retirada de recursos minerais do solo.

- Desenvolvimento da gestão sustentável nas empresas para diminuir o desperdício de matéria-prima e desenvolvimento de produtos com baixo consumo de energia.

- Atitudes voltadas para o consumo controlado de água, evitando ao máximo o desperdício. Adoção de medidas que visem a não poluição dos recursos hídricos, assim como a despoluição daqueles que se encontram poluídos ou contaminados.



Benefícios

A adoção de ações de sustentabilidade garantem a médio e longo prazo um planeta em boas condições para o desenvolvimento das diversas formas de vida, inclusive a humana. Garante os recursos naturais necessários para as próximas gerações, possibilitando a manutenção dos recursos naturais (florestas, matas, rios, lagos, oceanos) e garantindo uma boa qualidade de vida para as futuras gerações.

Fonte:http://www.suapesquisa.com/ecologiasaude/sustentabilidade.htm


EGITO E MESOPOTÂMIA

terça-feira, 3 de abril de 2012

EGITO

A civilização egípcia antiga desenvolveu-se no nordeste africano as margens do rio Nilo, como a região é formada por um deserto (Saara), o rio Nilo ganhou uma extrema importância para os egípcios. O rio era utilizado como via de transporte de mercadorias e pessoas. As águas do rio Nilo também eram utilizadas para beber, pescar e fertilizar as margens, nas épocas de cheias, favorecendo a agricultura.

Na região mais próxima ao mar Mediterrâneo, o rio Nilo forma um grande delta, cuja terras eram muito férteis. Essa região ficou conhecida como BAIXO EGITO. A partir da cidade de Mênfis na direção do sul, ficava o ALTO EGITO cuja terras férteis constituíam uma estreita faixa ao longo do rio.

A sociedade estava dividida em várias camadas, sendo que o faraó era a autoridade máxima, chegando a ser considerado um deus na Terra. Os escravos também compunham a sociedade egípcia e, geralmente, eram pessoas capturadas em guerras. Trabalhavam muito e nada recebiam por seu trabalho, apenas água e comida.

A escrita também foi algo importante para este povo, pois permitiu a divulgação de idéias, comunicação e controle de impostos. Existiam duas formas principais de escrita: a demótica (mais simplificada) e a hieroglífica (mais complexa e formada por desenhos e símbolos).

A economia era baseada principalmente na agricultura que era realizada, principalmente, nas margens férteis do rio Nilo. Os egípcios também praticavam o comércio de mercadorias e o artesanato.

A religião era repleta de mitos e crenças interessantes. Acreditavam na existência de vários deuses (muitos deles com corpo formado por parte de ser humano e parte de animal sagrado) que interferiam na vida das pessoas. As oferendas e festas em homenagem aos deuses eram muito realizadas e tinham como objetivo agradar aos seres superiores, deixando-os felizes para que ajudassem nas guerras, colheitas e momentos da vida. Cada cidade possuía deus protetor e templos religiosos em sua homenagem.
Como acreditavam na vida após a morte, mumificavam os cadáveres dos faraós colocando-os em pirâmides, com o objetivo de preservar o corpo.

Essa civilização destacou-se muito nas áreas de ciências. Desenvolveram conhecimentos importantes na área da matemática, usados na construção de pirâmides e templos. Na matemática, os procedimentos de mumificação, proporcionaram importantes conhecimentos sobre o funcionamento do corpo humano.

Na arquitetura destacam-se a construção de templos, palácios e pirâmides. Estas construções eram financiadas e administradas pelo governo dos faraós. Grande parte delas eram erguidas com grandes blocos de pedra, utilizando mão-de-obra escrava. As pirâmides e a esfinge de Gizé são as construções mais conhecidas do Egito Antigo.

Link para o vídeo sobre o Egito no Youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=wxpmD2gjnW8


MESOPOTÂMIA

A Mesopotâmia abrigou as primeiras sociedades conhecidas e era localizada entre os rios Tigre e Eufrates.

Nessa região viveram vários povos como sumérios, babilônios, acádios e etc., esses povos adaptaram-se a esse lugar construindo diques e barragens para se defender das cheias dos rios.

Organizaram-se em aldeias onde havia a divisão do trabalho em grupos, essas aldeias deram origem as primeiras cidades, onde ainda era preservada a vida rural, misturando o espaço urbano com regiões de pastoreio.

Os mesopotâmicos eram politeístas e as decisões nessas cidades eram tomadas pelos grupos mais poderosos: os sacerdotes, o rei e sua corte.

Além das funções religiosas os sacerdotes também exerciam atividades econômicas, com as oferendas recebidas pelos fiéis acumularam rico patrimônio, e para controlar essas finanças começaram a desenvolver um sistema de escrita e numeração.

A escrita dos povos sumérios é a que possui a mais antiga datação, e os primeiros sinais dessa escrita era pictográfico, que consistiam em desenhos figurativos do objeto representado, mas que com o passar do tempo começaram a representar os sons da fala humana, e a registrar com estilete em forma de cunha na argila.

Na Mesopotâmia também se desenvolveram os primeiros “códigos de justiça” escritos, onde se destaca o de Hamurábi com 280 códigos, onde encontramos o principio do talião que diz que a pena não seria uma vingança arbitrária, mas proporcional à ofensa provocada pelo criminoso, essa pena podia ser revertida em uma recompensa econômica como gado, terra, armas e etc.

http://www.uniblog.com.br/povosdamesopotamia

Link do vídeo sobre a Mesopotâmia no Youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=sn_fZQJNtoo

http://www.youtube.com/watch?v=ZzF1B7IANG4

Diferença entre Socialismo e Comunismo com o Filme Olga e um pedaço da participação de Luis Carlos Prestes no Dia 1º de Maio de 1987

quarta-feira, 28 de março de 2012





IMPERDÍVEL... Assistam e podem rir a vontade, pois será impossível assistir isso com seriedade!

sábado, 24 de março de 2012

Neste vídeo, o Filósofo brasileiro Olavo de Carvalho traz a sua opinião sobre a questão "evangélica" acerca do "Pastor" Edir Macedo.

Algumas lutas e revoluções no Brasil

sexta-feira, 23 de março de 2012


Revolta da Vacina

A chamada Revolta da Vacina ocorreu de 10 a 16 de novembro de 1904 na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

O início do período republicano no Brasil foi marcado por vários conflitos e revoltas populares. O motivo que desencadeou esta foi a campanha de vacinação obrigatória, imposta pelo governo federal, contra a varíola.



Revolta da Chibata

A Revolta da Chibata foi um movimento de militares da Marinha do Brasil, planejado por cerca de dois anos e que culminou com um motim que se estendeu de 22 até 27 de novembro de 1910 na baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, à época a capital do país, sob a liderança do marinheiro João Cândido Felisberto.

Na ocasião rebelaram-se cerca de 2400 marinheiros contra a aplicação de castigos físicos a eles impostos (as faltas graves eram punidas com 25 chibatadas), ameaçando bombardear a cidade. Durante o primeiro dia do motim foram mortos marinheiros infiéis ao movimento e cinco oficiais que se recusaram a sair de bordo, entre eles o comandante do Encouraçado Minas Gerais, João Batista das Neves. Duas semanas depois de os rebeldes terem se rendido e terem desarmado os navios, obtendo do governo um decreto de Anistia, eclodiu o que a Marinha denomina de "segunda revolta". Em combate, num arremedo de motim num dos navios que não aderiram à Revolta pelo fim da Chibata, morreram mais um oficial e um marinheiro. Esta "segunda revolta" desencadeou uma série de mortes de marinheiros indefesos, ilhados, detidos em navios e em masmorras, além da expulsão de dois mil marinheiros, atos amparados pelo estado de sítio que a "segunda revolta" fez o Congresso Brasileiro aprovar.


Guerra do Contestado

A Guerra do Contestado foi um conflito armado entre a população cabocla e os representantes do poder estadual e federal brasileiro travado entre outubro de 1912 a agosto de 1916, numa região rica em erva-mate e madeira disputada pelos estados brasileiros do Paraná e de Santa Catarina.

Originada nos problemas sociais, decorrentes principalmente da falta de regularização da posse de terras e da insatisfação da população hipossuficiente, numa região em que a presença do poder público era pífia, o embate foi agravado ainda pelo fanatismo religioso, expresso pelo messianismo e pela crença, por parte dos caboclos revoltados, de que se tratava de uma guerra santa.

A região fronteiriça entre os estados do Paraná e Santa Catarina recebeu o nome de Contestado devido ao fato de que os agricultores contestaram a doação que o governo brasileiro fez aos madeireiros e à Southern Brazil Lumber & Colonization Company. Como foi uma região de muitos conflitos, ficou conhecida como Contestado, por ser uma região de disputas de limites entre os dois estados brasileiros.

Tenentismo

O tenentismo foi o movimento político militar que, pela luta armada, pretendia conquistar o poder e fazer reformas na República Velha. Era liderado por jovens oficiais das Força Armadas, principalmente tenentes.
Quais eram as principais propostas do tenentismo?
-- Os tenentes queriam a moralização da administração pública e o fim da corrupção eleitoral. Pregavam a instituição do voto secreto e a criação de uma justiça eleitoral honesta. Defendiam o nacionalismo econômico: a defesa do Brasil contra a exploração das empresas e do capital estrangeiros. Desejavam uma reforma na educação pública para que o ensino fosse gratuito e obrigatório para os brasileiros.
Desiludidos com os políticos civis, os tenentes exigiam maior.
-- A maioria das propostas do tenentismo contava com a simpatia de grande das partes médias urbanas, dos produtores rurais que não pertenciam à oligarquia dominante e de alguns empresários da indústria.
----Principais revoltas tenentistas:
-----Revolta do Forte de Copacabana: primeira revolta tenentista explodiu em 5 de Julho de 1922. Foi a revolta do Forte Militar de Copacabana, que tinha aproximadamente 300 homens. Liderados pelos tenentes, os homens do forte revoltaram-se contra o governo e decidiram impedir a posse do presidente Artur Bernades.
Tropas fiéis ao governo imediatamente cercaram o Forte de Copacabana, isolando os rebeldes. Não havia condições para resistir. Entretanto, numa atitude heróica,17 tentes e um civil saíram para as ruas num combate corpo-a-corpo com as tropas do governo. Dessa luta suicida, só dois rebeldes escaparam com vida: os tenentes Eduardo Gomes e Silqueira Campos. O episódio ficou conhecido como os 18 dos Forte.
---Revota de 1924:Dois anos depois da primeira revolta tenentista, explodiram novas rebeliões tenentistas em região como o Rio Grande do Sul e São Paulo.
Depois de ocupar temporariamente a capital de São Paulo, a tropa tenentista teve que abandonar suas posições diante da ofensiva reação armada do governo.
Com uma numerosa e bem armada tropa de mais ou menos mil homens, os rebeldes formaram a coluna paulista, que surgiu em direção ao sul do país, ao encontro de outra coluna militar tenentista, liderada pelo capitão Luís Carlos Prestes.
----A Coluna Prestes:As duas forças tenentistas uniram-se e decidiram percorrer o interior do país, procurando o apoio do povo para novas revoltas contra o governo. Nascia, assim, a chamada Coluna Prestes, pois as tropas eram lideradas pelo capitão Luís Carlos Prestes.
Durante mais de dois anos (1924 a 1926), a Coluna Prestes percorreu 24 mil quilômetros através de 12 estados brasileiros. Sem descanso, o governo perseguia as tropas da Coluna Prestes que, por meio de brilhantes manobras militares, conseguia escapar das perseguições.
Em 1926, os homens que ainda permaneciam na Coluna Prestes decidiram ingressara no Bolívia e desfazer, finalmente, a tropa.
A Coluna Prestes não conseguiu provocar revoltas capazes de ameaçar seriamente o governo. Mas manteve acesa a esperança revolucionária de libertar o país do domínio da velha oligarquia


Revolução de 1930

A Revolução de 1930 foi o movimento armado, liderado pelos estados de Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul, que culminou com o golpe de Estado, o Golpe de 1930, que depôs o presidente da república Washington Luís em 24 de outubro de 1930, impediu a posse do presidente eleito Júlio Prestes e pôs fim à República Velha.

Em 1929, lideranças de São Paulo romperam a aliança com os mineiros, conhecida como política do café-com-leite, e indicaram o paulista Júlio Prestes como candidato à presidência da República. Em reação, o Presidente de Minas Gerais, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada apoiou a candidatura oposicionista do gaúcho Getúlio Vargas.

Em 1 de março de 1930, foram realizadas as eleições para presidente da República que deram a vitória ao candidato governista, que era o presidente do estado de São Paulo, Júlio Prestes. Porém, ele não tomou posse, em virtude do golpe de estado desencadeado a 3 de outubro de 1930, e foi exilado.

Getúlio Vargas assumiu a chefia do "Governo Provisório" em 3 de novembro de 1930, data que marca o fim da República Velha.


Guerra de Canudos

Guerra de Canudos ou Campanha de Canudos, foi o confronto entre o Exército Brasileiro e os integrantes de um movimento popular de fundo sócio-religioso liderado por Antônio Conselheiro, que durou de 1896 a 1897, na então comunidade de Canudos, no interior do estado da Bahia, no nordeste do Brasil.

A região, historicamente caracterizada por latifúndios improdutivos, secas cíclicas e desemprego crônico, passava por uma grave crise econômica e social. Milhares de sertanejos e ex-escravos partiram para Canudos, cidadela liderada pelo peregrino Antônio Conselheiro, unidos na crença numa salvação milagrosa que pouparia os humildes habitantes do sertão dos flagelos do clima e da exclusão econômica e social.

Os grandes fazendeiros da região, unindo-se à Igreja, iniciaram um forte grupo de pressão junto à República recém-instaurada, pedindo que fossem tomadas providências contra Antônio Conselheiro e seus seguidores. Criaram-se rumores de que Canudos se armava para atacar cidades vizinhas e partir em direção à capital para depor o governo republicano e reinstalar a Monarquia.

Apesar de não haver nenhuma prova para estes rumores, o Exército foi mandado para Canudos. Três expedições militares contra Canudos saíram derrotadas, o que apavorou a opinião pública, que acabou exigindo a destruição do arraial, dando legitimidade ao massacre de até vinte mil sertanejos. Além disso, estima-se que cinco mil militares tenham morrido. A guerra terminou com a destruição total de Canudos, a degola de muitos prisioneiros de guerra, e o incêndio de todas as casas do arraial.


Sabinada

A Sabinada foi uma revolta autonomista que ocorreu entre 6 de novembro de 1837 e 16 de março de 1838, na então Província da Bahia, na época do Brasil Império.


Balaiada

A Balaiada foi uma revolta de caráter popular, ocorrida entre 1838 e 1841 no interior da então Província do Maranhão, no Brasil,e que após a tentativa de invasão de São Luís, dispersou-se e estendeu-se para a vizinha província do Piauí. Foi feita por pobres da região, escravos, fugitivos e prisioneiros. O motivo era a disputa pelo controle do poder local. A definitiva pacificação só foi conseguida com a anistia concedida pelo imperador aos revoltosos sobreviventes. As causas foram a miséria promovida pela crise do algodão.


Revolta dos Malês

A chamada Revolta dos Malês registrou-se na noite de 24 para 25 de janeiro de 1835 na cidade de Salvador, capital da então Província da Bahia, no Brasil.

Constituiu numa sublevação de caráter social, de escravos africanos das etnias hauçá, igbomina e Picapó, de religião islâmica, organizados em torno de propostas radicais para libertação dos demais escravos africanos que fossem muçulmanos. "Malê" é o termo que se utilizava para referir-se aos escravos muçulmanos.

Foi rápida e duramente reprimida pelos poderes constituídos.


Cabanada

Cabanada foi a rebelião ocorrida no Brasil entre 1832 e 1835, iniciada logo após a abdicação de Dom Pedro I, ou seja, no período da Regência. Dificuldades financeiras do novo Regime, com o comércio exterior quase estagnado e a queda das cotações do algodão e da cana-de-açúcar, além do privilégio aduaneiro à Inglaterra, em vigor desde 1810, fizeram com que eclodissem diversas revoltas no Império do Brasil nesse período.

O movimento da Cabanada se deu em Pernambuco, Alagoas, e Pará, porém são insurreições diferentes e em locais diferentes. A primeira se trata da revolta em Pernambuco e Alagoas e a segunda na região do atual Pará.

Em Pernambuco, onde também foi chamado de "A Guerra dos Cabanos", a rebelião foi conservadora pois pretendia a volta do monarca português ao trono do Brasil (para alguns historiadores, uma pré-Canudos). Desenrolou-se na zona da mata e no agreste. Teve como líder Vicente de Paula, com seguidores de origem humilde, predominando índios (jacuípes e outros) e escravos foragidos (chamados de papaméis).

Com a morte de Dom Pedro I em Portugal (1834), o movimento deixou de ter razão de existir, e em uma Conferência de Paz com participação do bispo Dom João da Purificação Marques Perdigão, a rebelião terminou. Mesmo assim, os governadores Manoel de Carvalho Paes de Andrade e Antônio Pinto Chichorro da Gama mandaram um exército de 4000 soldados cercarem o local, prendendo centenas de revoltosos.

Já bem antes da revolta começar o bispo Dom João da Purificação Marques Perdigão, estava arrumando um jeito de acabar com ela, pois ele já tinha em mente que iria acontecer isso, estava mais preocupado com como terminar que com como começar.

A insurreição da Cabanagem no Pará foi mais grave, pois foi nacionalista e queria a independência da província. Durou cerca de 5 anos, pacificada pelo Marechal Soares de Andréa, o barão de Caçapava, a custa de vários conflitos sangrentos e execuções dos insurretos.

Ao final da Cabanada, o líder Vicente de Paula foi preso e enviado para a ilha de Fernando de Noronha.


Noite das Garrafadas

A Noite das Garrafadas foi um episódio da história do Brasil Império.

No dia 20 de novembro de 1830, o jornalista Líbero Badaró, que denunciava o autoritarismo do imperador D. Pedro I, é assassinado - e supõe-se que foi a mando do próprio governante.

Em fevereiro de 1831, D. Pedro I viaja para Minas Gerais, sendo hostilizado pelo povo mineiro. No dia 11 de março ele retorna ao Rio de Janeiro, onde encontraram uma grande festa do partido português para o imperador. O partido brasileiro, acompanhando a festa, fica revoltado, pois o país estava em crise. Dando início a um conflito entre o partido português e o brasileiro, feito com pedras e garrafas. Esse episódio teve importância primordial na crise política que resultaria na abdicação de D. Pedro I em 7 de abril.

Textos sobre: Fonte da Juventude, Cocanha e o Reino de Prestes João/ Para os 2ºs Anos Ensino Médio.

terça-feira, 20 de março de 2012





FONTE DA JUVENTUDE

A fonte da juventude é uma fonte que, segundo a lenda, possui águas capazes de rejuvenescer a pessoa que bebê-las.
A história ainda conta que a fonte foi descoberta pelos árabes há muito tempo.
Porém ela foi roubada pelos bárbaros, que, por sua vez, foram amaldiçoados pelo líder da aldeia e o barco onde eles partiram afundou, levando a fonte da juventude junto com eles.
Desde então algumas pessoas acreditam que a fonte, por não ser natural e conter águas muito puras, não foi atingida pelo mar e flutua pelo oceano até que um dia vai bater em alguma margem (se ainda não bateu).
No entanto, alguns historiadores acreditam e ostentam testemunhos de que a fonte se encontra no Ártico, onde a água da fonte concedeu seus poderes às águas do oceano Ártico. Agora, supõem eles, a pessoa que se banhar nua em noites de Lua cheia nas águas mornas da parte do Ártico mais próxima do Pólo Norte será abençoada com a imortalidade.
Outros dizem que a fonte da juventude está em pleno Oceano, em uma ilha ainda não classificada e que se alguem chegue a bebe-la será teleportado para o passado.


COCANHA



A Cocanha é um país mitológico, conhecido durante a Idade Média. Nesta terra mitológica, não havia trabalho e o alimento era abundante lojas ofereciam seus produtos de graça, casas eram feitas de cevada ou doces, sexo podia ser obtido imediatamente de freiras, o clima sempre era agradável, o vinho nunca terminava e todos permaneciam jovens para sempre.. Vivia-se entre os rios de vinho e leite, as colinas de queijo (queijo chovia do céu) e leitões assados que ostentavam uma faca espetada no lombo. O País da Cocanha, ou Cocagne, foi retratado pelo pintor Pieter Brueghel. Cocanha, segundo o critério de alguns analistas do comportamento social, também representou um símbolo para a cultura hippie nos anos finais da década de 60, um lugar onde todos os desejos seriam instantaneamente gratificados.

É interessante como existem alguns outros desses paraísos idealizados por populações postas à margem da sociedade, quase seguindo a lógica de que, se o paraíso oficial não é para nós, criemos o nosso próprio.



REINO DE PRESTES JOÃO

A lenda do Preste João das Índias é muito antiga, pois já Marco Polo a ela se referia no seu diário de viagens. São vários e muito antigos os testemunhos de que existiria no Oriente um rei cristão nestoriano chamado João, cujo império estaria situado na Ásia, segundo uns, ou em África, segundo outros. Os reis cristãos que combatiam o Islamismo fizeram várias tentativas para contactar este importante aliado no Oriente, mas sem resultados. Em 1486, João Afonso de Aveiro trouxe da costa de Benim uns enviados do rei daqueles terras que levou à presença de D. João II. Estes relataram ao rei português que, a vinte luas da costa, onde hoje é a Etiópia, habitava um rei muito poderoso do qual forneceram muitas informações que levaram os cosmógrafos portugueses a dizer que se tratava do Preste João. D. João II escolheu Afonso de Paiva e Pero da Covilhã, que mandou para África como seus emissários. Chegados ao Cairo, separam-se aqui, seguindo Pero de Covilhã até à Índia. Quando este voltou, soube que o seu companheiro tinha morrido. Pero da Covilhã dirigiu-se então à Abissínia, de onde o rei Naú nunca o deixou sair, dando-lhe o governo de um feudo. Impossibilitado de voltar a Portugal, onde tinha família, Pero da Covilhã fundou uma nova família e teve muitos filhos. Tanto na Índia como depois em África, Pero da Covilhã prestou importantes serviços a Portugal, recolhendo uma série de informações que foram cruciais para a presença dos Portugueses naquelas paragens. Os relatos de Pero da Covilhã foram transmitidos ao padre Francisco Álvares, que com ele se encontrou na Abissínia, e que os deixou escritos para a posteridade quando voltou para Portugal. Ao que parece, Preste João nunca foi encontrado, mas a sua lenda e a vontade de o ter como aliado inspirou durante anos muitos Portugueses e motivou uma série de viagens que foram muito importantes na época dos Descobrimentos.

Vídeos relacionados a REVOLUÇÃO RUSSA








Documentário proibido pela Globo feito pela BBC

segunda-feira, 19 de março de 2012

Video do julgamento de um "padre" ...

Edir Macedo ataca Valdemiro Santiago através da sua rede de televisão - Rede Record



Mais uma vez o "Reino de Deus" mostrou-se dividido em mais uma batalha pelo poder e maior numero de membros, o bispo Edir Macedo desta vez utilizou de sua emissora de televisão a Rede Record, não para pregar o evangelho, mas para mostrar os desafetos que tem contra o bispo Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, igreja na qual nos últimos anos tem crescido de maneira explosiva, deixando a Universal para trás.
Em uma reportagem, apresentada pelo reporter Marcelo Rezende, o Domingo Espetacular, mostrou imagens exclusivas da fazenda do líder da Mundial, além de comparar com vários videos em que mostra o ‘apostolo dos milagres’ pedindo dinheiro, fazendo uma clara alusão do desvio das doações para o bolso de Santiago.
Várias vezes durante a reportagem, o apostolo foi titulado como mentiroso e falso sacerdote… Além das fazendas do apóstolo a reportagem mostrou jatinhos, carros de luxos e helicópteros que seriam do líder religioso.
No final da reportagem, Rezende avisou que a Record continuará investigando o apostolo Valdemiro.

E os fiéis, como ficam diante dessa batalha "do Reino de Deus".



Resumo sobre Pré-História (Paleolítico, Neolítico e Idade dos Metais) / Para os Alunos dos 1ºs Anos

Introdução

Podemos definir a pré-história como um período anterior ao aparecimento da escrita. Portanto, esse período é anterior há 4000 a.C, pois foi por volta deste ano que os sumérios desenvolveram a escrita cuneiforme.

Foi uma importante fase, pois o homem conseguiu vencer as barreiras impostas pela natureza e prosseguir com o desenvolvimento da humanidade na Terra. O ser humano foi desenvolvendo, aos poucos, soluções práticas para os problemas da vida. Com isso, inventando objetos e soluções a partir das necessidades. Ao mesmo tempo foi desenvolvendo uma cultura muito importante. Esse período pode ser dividido em três fases: Paleolítico, Mesolítico e Neolítico.

Paleolítico ou Idade da Pedra Lascada

Nesta época, o ser humano habitava cavernas, muitas vezes tendo que disputar este tipo de habitação com animais selvagens. Quando acabavam os alimentos da região em que habitavam, as famílias tinham que migrar para uma outra região. Desta forma, o ser humano tinha uma vida nômade (sem habitação fixa). Vivia da caça de animais de pequeno, médio e grande porte, da pesca e da coleta de frutos e raízes. Usavam instrumentos e ferramentas feitos a partir de pedaços de ossos e pedras. Os bens de produção eram de uso e propriedade coletivas.

Nesta fase, os seres humanos se comunicavam com uma linguagem pouco desenvolvida, baseada em pouca quantidade de sons, sem a elaboração de palavras. Uma das formas de comunicação eram as pinturas rupestres. Através deste tipo de arte, o homem trocava idéias e demonstrava sentimentos e preocupações cotidianas.

Neolítico ou Idade da Pedra Polida

Nesta época o homem atingiu um importante grau de desenvolvimento e estabilidade. Com a sedentarização, a criação de animais e a agricultura em pleno desenvolvimento, as comunidades puderam trilhar novos caminhos. Um avanço importante foi o desenvolvimento da metalurgia. Criando objetos de metais, tais como, lanças, ferramentas e machados, os homens puderam caçar melhor e produzir com mais qualidade e rapidez. A produção de excedentes agrícolas e sua armazenagem, garantiam o alimento necessário para os momentos de seca ou inundações. Com mais alimentos, as comunidades foram crescendo e logo surgiu a necessidade de trocas com outras comunidades. Foi nesta época que ocorreu um intenso intercâmbio entre vilas e pequenas cidades. A divisão de trabalho, dentro destas comunidades, aumentou ainda mais, dando origem ao trabalhador especializado.

Idade dos Metais

O período da Idade dos Metais é a última fase da Pré-história. De curta duração, este período vai de 6, 5 mil anos atrás até o surgimento da escrita (por volta de 5,5 mil anos atrás).
Foi um período muito importante, pois o homem pré-histórico fez vários avanços nas técnicas de produção de artefatos. Estes avanços lhes permitiram melhores condições de vida. O conhecimento de técnicas de fundir e moldar os metais trouxe muitos avanços na vida cotidiana do homem pré-histórico.

Trailer do Filme A Guerra do Fogo e o Filme Vivendo entre as feras - Período da Pré-História/ Para os 1ºs Anos.



Video aula sobre Imperialismo - Para os alunos dos 9º Anos (8º Séries) e 3º Séries Ensino Médio

domingo, 18 de março de 2012



Reforma Protestante



Sustentabilidade, utopia do século XXI

quinta-feira, 15 de março de 2012

Utopia do século XXI - Sustentabilidade

Sustentabilidade, um termo tão controverso quanto polêmico. Nos tempos atuais virou propaganda, brecha de mercado, oportunidade de negócios. Apesar de discutível uma coisa é certa, não podemos mais viver assim.

Historicamente o ser humano aprendeu a melhorar seu modo de vida aos poucos, evoluindo durante milênios. A utilização dos recursos naturais foi ampliada de acordo com a evolução tecnologia humana, mas em momento algum foi pensado se essa utilização causava impacto e como esses impactos eram assimilados pelo meio.

Vejamos o exemplo das florestas, a madeira fora o primeiro recurso verdadeiramente explorado, para construção de abrigos, como combustível, como utensílios entre outras coisas. E assim a humanidade passou a retirar e derrubar toda madeira que encontrou pela frente, e depois ainda passou a transformar as áreas antes ocupadas por florestas em monoculturas extensivas.

A vida humana se tornou mais fácil, mas sem perceber chegamos a um ponto onde o planeta não suporta o atual método de exploração. Como dito anteriormente o desenvolvimento sustentável passou a ser uma jogada de Marketing do comercio mundial, se tornou uma forma de ganhar, e os selos verdes (ISO 14000, FSC, e CEFLOR) viraram dinheiro.

Esse pensamento extremista põe em risco um fator importante, o manejo das florestas sejam elas plantadas ou não, é um começo de uma evolução mundial. O pensamento em conservar acabara virando parte de nós humanos querendo ou não.

A simples utilização de florestas plantadas fez com que a própria floresta primária fosse deixada de lado, e apesar de ainda existir supressão, ela torna-se mais reduzida. Outro exemplo de melhorias é que, empresas do ramo de extração florestal, vem em sua política, criando técnicas que minimizam parte do seus impactos. Parece uma exploração camuflada, entretanto é um ganho real na conservação do meio ambiente e dos recursos disponíveis ainda.

O uso sustentável das florestas, as novas técnicas de produção, e o manejo florestal sustentável, podem ser por simples certificações ou por interesses financeiros. O próprio desenvolvimento Sustentável pode ser uma utopia, mas essa evolução, mesmo que pequena, só saberemos se funcionará, se tentarmos mudar as coisas.

Para tudo deve existir um principio, nós só tomamos a iniciativa de mudar quando sentimos na pele essa necessidade.

Resumo sobre Imperialismo e Primeira Guerra Mundial - Para os 9º anos (8º Séries) e 3º Anos do Ensino Médio

quarta-feira, 14 de março de 2012

Na segunda metade do século XIX, países europeus como a Inglaterra, França, Alemanha, Bélgica e Itália, eram considerados grandes potências industriais. Na América, eram os Estados Unidos quem apresentavam um grande desenvolvimento no campo industrial. Todos estes países exerceram atitudes imperialistas, pois estavam interessados em formar grandes impérios econômicos, levando suas áreas de influência para outros continentes.

Com o objetivo de aumentarem sua margem de lucro e também de conseguirem um custo consideravelmente baixo, estes países se dirigiram à África, Ásia e Oceania, dominando e explorando estes povos. Não muito diferente do colonialismo dos séculos XV e XVI, que utilizou como desculpa a divulgação do cristianismo; o neocolonialismo do século XIX usou o argumento de levar o progresso da ciência e da tecnologia ao mundo.

Na verdade, o que estes países realmente queriam era o reconhecimento industrial internacional, e, para isso, foram em busca de locais onde pudessem encontrar matérias primas e fontes de energia. Os países escolhidos foram colonizados e seus povos desrespeitados. Um exemplo deste desrespeito foi o ponto culminante da dominação neocolonialista, quando países europeus dividiram entre si os territórios africano e asiático, sem sequer levar em conta as diferenças éticas e culturais destes povos.

Entre novembro de 1884 e fevereiro de 1885 foi realizado o Congresso de Berlim. Neste encontro, os países europeus imperalistas organizaram e estabeleceram regras para a exploração da África. Na divisão territorial que fizeram, a cultura e as diferenças étnicas dos povos africanos não foram respeitadas.

Devido ao fato de possuírem os mesmo interesses, os colonizadores lutavam entre si para se sobressaírem comercialmente. O governo dos Estados Unidos, que já colonizava a América Latina, ao perceber a importância de Cuba no mercado mundial, invadiu o território, que, até então, era dominado pela Espanha. Após este confronto, as tropas espanholas tiveram que ceder lugar às tropas norte-americanas. Em 1898, as tropas espanholas foram novamente vencidas pelas norte-americanas, e, desta vez, a Espanha teve que ceder as Filipinas aos Estados Unidos.

Um outro ponto importante a se estudar sobre o neocolonialismo, é à entrada dos ingleses na China, ocorrida após a derrota dos chineses durante a Guerra do Ópio (1840-1842). Esta guerra foi iniciada pelos ingleses após as autoridades chinesas, que já sabiam do mal causado por esta substância, terem queimado uma embarcação inglesa repleta de ópio. Depois de ser derrotada pelas tropas britânicas, a China, foi obrigada a assinar o Tratado de Nanquim, que favorecia os ingleses em todas as clausulas. A dominação britânica foi marcante por sua crueldade e só teve fim no ano de 1949, ano da revolução comunista na China.

Como conclusão, pode-se afirmar que os colonialistas do século XIX, só se interessavam pelo lucro que eles obtinham através do trabalho que os habitantes das colônias prestavam para eles. Eles não se importavam com as condições de trabalho e tampouco se os nativos iriam ou não sobreviver a esta forma de exploração desumana e capitalista. Foi somente no século XX que as colônias conseguiram suas independências, porém herdaram dos europeus uma série de conflitos e países marcados pela exploração, subdesenvolvimento e dificuldades políticas.

Conclusão

O imperialismo tem como primícia a obtenção de colônias que garantam recursos para o país dominador. Acontece que até o finalzinho do século XIX e início do século XX a alemanha não era um Estado como o que conhecemos hoje, era uma região formada por povos semelhantes e dividida, enquanto outras nações como a Inglaterra eram Estados fortes com colônias que garantiam sua industrialização, seu desenvolvimento. A Alemanha chegou atrasada nesta corrida imperialista, e outros países já tinham o poder sobre estas "colônias" (Inglaterra - Índia, Hong Kong por exemplo). Grandes empresas, na época de Bismark, se desenvolveram na alemanha, como a Siemens, por exemplo, porém não possuíam territórios para explorar matéria prima e mão de obra, sem contar com a instabilidade política que ainda existia no Estado recém formado. Tudo isso serviu de pano de fundo para a construção de um cenário para a primeira guerra.

Texto para os 2º Anos do Ensino Médio - UTOPIA de Tomas Morus

Utopia – Tomas Morus

Embora Utopia signifique lugar nenhum, ela representa uma ilha com uma comunidade perfeita. O livreto descreve o encontro de Thomas More, seu amigo Peter Gilles, e um velho estrangeiro chamado Raphael Nonsenso no jardim do hotel de More, na Antuérpia. Raphael é um antigo marinheiro que viajou com Américo Vespúcio. Após a morte de Vespúcio, Raphael continuou a viajar para novos lugares, incluindo Utopia.Sua descrição da terra ideal compreende o escopo da estória. Utopia é um lugar onde não há propriedade privada, onde todos trabalham, mas sem exageros. Os moradores de Utopia trabalham por três horas pela manhã e por três horas a tarde com um intervalo de duas horas no meio. Os empregos não dependem da pessoa ser homem ou mulher ou da sua formação anterior. Todos em Utopia vestem uma mesma roupa lisa. Os moradores de Utopia adultos não usam jóias; eles consideram os metais preciosos e as jóias como brinquedos para crianças. Um trecho do livro descreve a chegada de embaixadores estrangeiros. Eles usavam as jóias extravagantes e as vestimentas das cortes européias. Quando eles desembarcaram, eles ouviram, por acaso, as crianças rindo e dizendo: "Olhe para os bebezões". Os embaixadores logo perceberam que os seus jogos de prestígio não iria funcionar em Utopia, e eles tiraram as jóias. Embora nós, como leitores, podemos ser tentados a pensar que estas são as visões idealísticas de More, assim como o personagem de sua história, ele leva um certo tempo para aceitar todo o estilo de vida utopiano.Entretanto, Utopia é um ataque amargo a sociedade do renascimento cristão europeu. Ironicamente, os habitantes de Utopia são pagãos, apesar de que, na prática, eles são melhores cristãos que os cristãos europeus. Em outras palavras, os habitantes de Utopia são pacíficos, amáveis e respeitáveis. É ensinado a cada criança a cultivar a terra e sua educação artística liberal não tem fim em uma determinada idade. Entretanto, More não concorda com todas as práticas dos moradores de Utopia, ele permanece com muitas de suas idéias. Assim, o livro termina com More dando conta de que Inglaterra e Europa jamais irão adotar uma visão utopiana.